Apneia do Sono

Sábado, 21 Maio 2016 11:12 Escrito por 
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A apneia do sono é uma doença grave e progressiva. Pode provocar pressão alta, infarto do miocárdio, arritmias cardíacas, derrame cerebral, além de aumentar em sete vezes o risco de acidente de trânsito. Considerada problema de saúde pública, a apneia está classificada entre as doenças que mais matam no mundo. A hipertensão arterial é encontrada em 70% a 90% dos que sofrem do problema. No Brasil, a apnéia afeta 8,5 milhões de pessoas ou 5% da população. replica watches for sale.
Caracterizada pelo fechamento repetitivo da passagem do ar pela garganta durante o sono, a apneia pode interromper a respiração por até 40 segundos. O indivíduo tem pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso.  
 
QUAIS SÃO OS SINTOMAS? 
Os principais sintomas da doença são os roncos e a sonolência diurna. Em muitos casos, o paciente não percebe esses sintomas. A sonolência diurna ocorre devido a vários episódios de apneia que levam o paciente a acordar. A fragmentação do sono impede que o mesmo progrida para as fases mais profundas, onde o descanso é maior.  
 
OUTROS SINTOMAS 
• Acordar com sensação de sufocamento;  
• Acordar com dor no peito ou desconforto;  
• Acordar pela manhã com a boca seca ou dor de garganta;  
• Dor de cabeça ao acordar;  
• Irritabilidade; 
• Dificuldade de concentração;  
• Problemas de memória;  
• Impotência sexual;  
• Sonolência diurna excessiva 
• Ansiedade 
• Depressão  
 
CONSEQUÊNCIAS DA APNEIA 
A apneia pode causar uma série de problemas graves: 
• Hipertensão  
• Derrame cerebral 
• Doenças cardíacas 
 
Tipos de apneia - Existem dois tipos de apneia do sono:
Apnéia central: a causada por uma rara disfunção do sistema nervoso central;

Apnéia Obstrutiva: causada principalmente pela obesidade (a gordura fecha o canal da faringe), mas também por problemas anatômicos específicos, como hipertrofia de amígdala e/ou adenóides (tamanho exagerado da amígdala e/ou adenóides - espécie de amígdala faríngea, atrás do nariz). A Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono atinge em sua maior parte homens, sobretudo obesos e mulheres após a menopausa, porém, também pode ser de origem hereditária, atingindo inclusive crianças.  
 
EXISTE TRATAMENTO? 
Sim. O tratamento vai depender dos sintomas e de sua gravidade. Existem alternativas não cirúrgicas e cirúrgicas. Perda de peso, no caso de pacientes obesos, e evitar dormir na de barriga para cima são outras recomendações.  
 
Cirurgia uvulopalatofaringoplastia. 
O tratamento cirúrgico está sempre indicado para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultem a passagem de ar. 
A eficiência do resultado cirúrgico é avaliada através da polissonografia, que é realizada no pré e pós-operatório. 
A primeira intervenção cirúrgica desenvolvida para a síndrome foi descrita por Fujita em 1981, quando realizada isoladamente, leva à melhora em 87% dos casos, considerando-se como critério de melhora a redução de 50% do número de apnéias e hipopnéias.  
 
Indicação da uvulopalatofaringoplastia.  
Se você tem apnéia do sono e não teve sucesso no tratamento ou não tolera o CPAP ou outro tratamento alternativo. 
Se você tem saúde suficiente para passar por um procedimento cirúrgico. 
A cirurgia é indicada para tratar apnéia do sono em casos de anormalidades anatômicas que contribuem para a apnéia do sono. 
 
Como é o tratamento da apneia com CPAP?  
O aparelho CPAP é semelhante a uma máscara de inalação que auxilia a respiração durante o sono. A pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é o tratamento mais eficaz e com maior comprovação científica para a síndrome da apnéia obstrutiva do sono. A máscara de silicone possui uma ventoinha blindada e é acomodada no nariz gerando uma pressão positiva transmitida à faringe que se abre para a passagem do ar.  
Indicado para tratar apnéia pela primeira vez em 1981, o CPAP tornou-se um termo conhecido na década de 90.  
Antes de começar a utilizar o CPAP é preciso ajustar o aparelho e isso só deve ser feito durante a polissonografia. A medida visa quantificar ou titular a menor pressão que mantenha a passagem de ar, com o paciente dormindo em todos os estágios. Na maioria dos casos, pressões baixas e confortáveis, entre 5 e 10 cmH2O, são suficientes para impedir o ronco e o fechamento da via aérea superior durante o sono.  
O CPAP resolve a apnéia se for usado no tempo total de sono. O paciente que usa a máscara por algumas horas, quatro dias por semana, torna-se assintomático, mas continua exposto a riscos que ainda não foram quantificados. O tratamento correto afasta o risco de problemas cardiovasculares, melhora o ronco e a pressão arterial.   
 
Como funciona o tratamento com o aparelho intraoral?  
Conhecidos como posicionadores mandibulares, os aparelhos intra-orais conseguem auxiliar nos casos considerados leves ou moderados. São usados como coadjuvantes da terapia para o ronco e apneia ou, ainda, quando os demais tratamentos convencionais não apresentam bons resultados. 
Os posicionadores mandibulares trabalham pelo avanço mandibular, afastando e tencionado os tecidos da garganta e aumentando a tonacidade da musculatura da região. Desse modo, impedem que os tecidos da orofaringe colapsem, causando a apnéia. Os aparelhos também devem estabilizar a mandíbula impedindo que ela “caia” durante à noite, o que faz com que a língua se posicione posteriormente, invadindo o espaço aéreo.  
 
Recomendações para pacientes com apneia.  
• perder peso; 
• evitar álcool;  
• evitar dormir de costas (barriga para cima); 
• evitar refeições pesadas antes de dormir; 
• evitar bebidas cafeinadas no mínimo quatro horas antes de dormir (chá, café, chocolate); 
• não fumar; 
• evitar comer no meio da noite; 
• evitar privação de sono; 
• procurar manter um horário constante para dormir e acordar;
• controlar infecções, inflamações, principalmente das vias aéreas.
Ler 1680 vezes Última modificação em Terça, 24 Maio 2016 17:45

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