Insônia

Sábado, 21 Maio 2016 11:13 Escrito por 
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A insônia é caracterizada pela incapacidade de começar a dormir ou de manter o sono. Como a insônia não é uma doença, mas um sintoma é preciso descobrir a causa. A maioria dos casos tem ligação com distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade. A apnéia do sono e a mioclonia noturna (contrações musculares involuntárias nas pernas durante a noite, devido a alterações neurológicas) também podem causar insônia. 
Consumo de álcool e café, horários irregulares de dormir, medicamentos estimulantes, períodos de estresse, além da prática de exercícios físicos antes de dormir podem provocar a insônia.
Segundo estimativas, 25% dos adultos sofrem algum período de insônia ao longo de um ano. Deste total, 5% apresenta o problema de forma crônica.
 
O problema pode ocorrer de três formas. A chamada inicial faz com que a pessoa tenha dificuldades para pegar no sono, a intermediária é responsável pelo sono interrompido de forma constante e a insônia terminal provoca o despertar muito antes da hora de acordar. Após tratar a causa, a insônia desaparece.
 
A idade avançada e o sexo feminino estão associados com o aumento do risco de insônia. As mulheres têm um risco de insônia pelo menos 1,3 vezes maior do que os homens. O risco de insônia também é maior nos idosos. Geralmente, pessoas com mais de 65 anos de idade têm, aproximadamente, 1,5 vezes maior probabilidade de apresentar insônia em relação aos jovens. Além disso, os idosos têm maior probabilidade de apresentar insônia crônica e dificuldade em manter o sono.  
 
Aquele que acorda de madrugada e não consegue mais dormir deve esperar por 30 minutos na cama e evitar ficar ansioso. Depois disso, o ideal seria levantar e fazer uma leitura leve. Nada de televisão! Quem quiser poderá tomar uma xícara de leite quente, pois a substância liptofano presente no leite ajuda o sono. Os benefícios de uma boa noite de sono são indiscutíveis, porém como fazer para dormir melhor? Desligar-se dos problemas e simplesmente relaxar! 
 
Insônia atinge 40% das mulheres 
 
Para quem valoriza uma boa noite de sono e busca qualidade de vida, a insônia pode ser um pesadelo. O problema afeta cerca de 30% da população mundial e as mulheres são as mais atingidas. O distúrbio causa sofrimento e um em cada três adultos não consegue dominar o cansaço e obter um descanso reparador.
 
A insônia pode ser classificada em três categorias: 
A transitória: é a mais comum e geralmente se manifesta em momentos que antecedem um acontecimento importante como, por exemplo, um exame ou entrevista de trabalho.
 
A insônia de curto prazo: persiste durante várias semanas e surge de uma situação de estresse ou crise. 

A crônica: pode trazer muitos transtornos e sofrimento por meses e até por anos.  

Independente da categoria, a insônia pode ser tratada e curada. 

A automedicação não é aconselhável e quando o problema supera a categoria de curto prazo é preciso buscar o auxilio de um médico. Mas, poucos insones se tratam,  aproximadamente 30% falaram do distúrbio com um médico. Dos que sofrem de insônia 25% tem dificuldade de iniciar o sono, 36% de manter o sono, 24% sofrem de um despertar precoce e 40% despertam cansados. 
 
Medidas simples podem deixar o quarto convidativo para uma boa noite de sono e afastar substâncias e atitudes estimulantes. 

• Evitar assistir televisão no quarto;
• Deixar o ambiente escuro e confortável, 
• Ir para a cama somente na hora dormir, 
• Não fazer uso de álcool próximo ao horário de dormir,
• Não exagerar em café, chá e refrigerante, 
• Fazer exercícios físicos em horários adequados e nunca próximos à hora de dormir e não levar problemas para a cama. 
 
Um alongamento relaxante antes de dormir deveria fazer parte da rotina das pessoas. Yonekura comenta que as dores causadas por tensão muscular dificultam o sono e um alongamento deixa os músculos mais relaxados. Outra atitude que ajuda no combate à insônia é manter uma rotina regular, como horários certos para comer, tomar banho, dormir e acordar. 
Ler 1753 vezes Última modificação em Terça, 24 Maio 2016 17:44

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